Caso se confirme em todas as instâncias da Justiça
Eleitoral a perda do mandato da atual gestora, Maxaranguape viverá sua primeira
experiencia no quesito Eleição Suplementar.
O município de Maxaranguape, litoral norte potiguar, 50km
da capital do Estado, também decantada terra da Árvore do Amor, ainda jovem,
com apenas 66 anos de história política, mesmo jovem, já viveu momentos
inusitados em sua história política. Desde sempre! O seu povo, suas
comunidades, diminuta com a criação do município de Rio do Fogo, antes
pertencente ao mapa da terra dos ex-prefeitos José Francisco, Brígido Ferreira
Pinto, Pedro de Enéas, Manoel Laurindo, José Amorin, Amaro Saturnino, Núbia
Costa, Maria Ivoneide, Luiz Eduardo... hoje governado pela professora Nira,
pelo andar da carruagem, se desenha um novo filme, ainda não visto outrora.
A generosidade do povo de Maxaranguape, sua forma
receptiva e acolhedora, algumas vezes tem sido confundida como sendo um povo
que não leva a efeito e a cabo o seu olhar e observância de quem, em determinado
momento da história se locupleta do ente federativo para olhar, em sua maioria
das vezes, para o próprio umbigo. Esse costume, ao que tudo indica, parece
mudando nos maxaranguapenses. Nem tudo na vida é eterno, bem como, tudo na vida
passa!
Em pleno século XXI Maxaranguape poderá viver sua
primeira experiencia no que tange a uma Eleição Suplementar. Havendo esse
escrutínio, seu resultado se dará para uma gestão de alguns meses, talvez, não
mais que um ciclo de uma primavera completo. Nesse exato momento, e não poderia
ser diferente, os atores políticos, seja de situação ou oposição, se articulam
tentando viabilizar seu nome para concorrer o pleito suplementar, caso a
Justiça, em sua segunda e terceira instancia, venha julgar procedente o que disse
nos autos, a Primeira Instancia. O tempo é o senhor de tudo.
Nos mais diversos espectros políticos, quem continua se
apresentando aos olhos da sociedade da terra da Árvore do Amor, para essa
próxima partida, são jogadores que já disputaram em outros campeonatos, diga-se
de passagem, ganhando disputa sem qualquer qualidade técnica. Quando muito,
prometeram melhorar e avançar após resultado das partidas, mas, o que se
assistiu foi tão somente a promessa de mudar aspectos do estádio, entretanto,
uma pista de Cooper foi construída.
Dever-se-á, por questão de justiça, anunciar aos quatro
cantos que, todos e todas, sem exceção, que foram ungidos pelo voto popular
para exercer seus mandatos, alguns até mais de uma vez, colocaram a seu estilo
e forma, um tijolo na construção para a Maxaranguape que se encontra hoje.
Vários avanços no físico, reformas, infraestrutura, construções, todavia, na
prática de gestão, ainda com resquício de autoritarismo, ante republicano,
lamentável que, nesse aspecto, quase nenhum avanço se deu. O atraso nessa
prática, tão nefasta, infelizmente tem sido retroalimentada.
Em um novo momento, logo que comece a cristalização dos
atores políticos para o pleito suplementar, até mesmo os que sonham, forem
aparecendo para os eleitores e eleitoras, sem máscara, de forma republicana,
apresentando ideias e projetos que sejam viáveis e possíveis a sua execução no
futuro hiato, serão mostrados pela imprensa para melhor formação de juízo e
escolha.
Eleição Suplementar é tão importante quanto uma eleição
regular. Em alguns casos, dar certo, o eleito se mostra competente e capaz, em
outros, principalmente para quem já teve a prática administrativa, não é muito
recomendado.


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