quarta-feira, 17 de junho de 2015

O adeus a Ionaldo Costa



A SELEÇÃO DE ‘OURO’ DE 1965, GANHA MAIS UM LÁ EM CIMA!!
Ionaldo, agachado, direita para esquerda...
Momento é difícil para descrever um irmão querido que Deus o chama para ficar ao seu lado e ao lado da grande seleção ‘celestial’ de jogadores e irmãos que depois de cumprida missão é chamado a presença do Pai.

Ionaldo Costa, 76, filho de José Costa e de dona Mariazinha, interessante, ainda garoto, mesmo pertencendo a uma família de jogadores de futebol e futebol de salão, no tradicional ‘Beco’ da casa da rua Gal. João Varela, palco das peladas de finais de tardes, não era muito de entrar no jogo, pelada.
Certo dia, seu irmão mais velha, o líder da família dentro de campo, Canindé, determinou que Ionaldo teria que jogar com a garotada. Meio de cara feia, Ionaldo encarou os irmãos e amigos da família que participavam da pelada, sem muito jeito, mas teve que jogar por exigência de Canindé, deu conta do recado.
Uma, duas, três vezes, eis que Ionaldo começava a gostar das peladas no ‘Beco’ depois seguiu os irmãos, liderado pelo patriarca e desportista, Zé Costa, ir ao estádio do Centro Esportivo e Cultural para os treinos, já rapazinho.
Os dois times que jogou e conquistou vários títulos foram Centro Esportivo e Náutico Futebol Clube. Nesses clubes já jogava como titular. Imagina, Ionaldo contrariava a regra. Foi zagueiro durante todo tempo que atuou. Por ser de estatura  baixo, muita gente não acreditava que correspondesse em campo. Era um exímio ‘antecipador’ de jogadas em suas marcações aos adversários.
Então, do garoto que não demonstrava aptidão para o futebol, jogou pelos dois principais clubes de Ceará Mirim. O melhor estava para acontecer.


Década de 1960, em particular, 1965, ano que a seleção de futebol de todos os tempos do Ceará Mirim, que conquistara o campeonato Interiorano do Rio Grande do Norte, veja a coincidência e o destino; na primeira partida da decisão contra a seleção de Nova Cruz, no campo do Centro Esportivo, Lolô, zagueiro titular da seleção, é expulso. Quis o destino que o substituto de Lolô, Ionaldo, na última partida da decisão, em Nova Cruz, fosse o titular, mesmo contra a vontade de alguns dirigentes, mas escalado pela confiança do grande timoneiro daquele título, seu mano, Canindé Costa.
Resultado, Ionaldo joga bem e ajuda a seleção, que jogava pelo empate, vencer a partida pelo placar de três a dois. Ionaldo entrava para a história com os demais irmãos Izulamar, Canindé, Itamar, Irimar e Itaci – nem todos jogaram a final, além de outros craques que, agora, se juntam para continuar as belas jogadas em outro plano.

Ionaldo, agachado, primeiro da esquerda para direita...

Ionaldo sempre foi um homem do trabalho, claro, gostava de brincar também e viver a vida. Assim como qualquer outro ser humano, teve seus defeitos, porém, para quem conheceu e conviveu com ele, era uma pessoa de virtudes e ações.

Ionaldo, em pé, no centro...

Véi Ionaldo, como carinhosamente era chamado pelos amigos, foi um cara que só teve um emprego, só trabalhou em uma empresa, além de ter servido ao Exército Brasileiro.
Na empresa União, depois Unidos, deu o seu melhor. Chato, muitas vezes ignorante nas broncas com cobradores e lavadores dos ônibus, nunca com rancor, que o diga Chicó, que já partiu também; Aluizio, De Assis, Manuel João, Chico Girão; após aquele momento de cobrança, o ‘cara’ procurava agradar a todos de forma leve. Diziam: “O homem só tem arranco”.


Ainda na empresa Unidos sempre atento as ordens do chefe Senhor Fernando Faria e as recomendações, alertas e conselhos de dona Elvira, Ionaldo conquista o coração de uma das filhas do casal, Frassinete, se casa e constrói sua família que mais tarde daria ao casal uma filha linda, Jaquiline que, ao casar com Morais lhe presenteiam com dois netos, Mateus e Vitor.

Ionaldo era amigo dos amigos, deixará certamente muita saudade a todos e encontrará com outros que os espera no andar de cima.
Seus irmãos, agora, apenas o mais velho, Canindé; o mais novo, Iran e sua irmã Didi, a certeza de que a semente semeada por Zé Costa e dona Mariazinha no solo fértil da vida, sem dúvida alguma, foi de boa qualidade.

Se os grandes filósofos e pensadores se tornam conhecidos por frases celebres, Ionaldo deixa uma que ficará na mente de todos os que conviviam com ele: “Sem minha ‘Veia’ não sou ninguém”. Descansa em paz, Até breve!        

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